
A paulista “Café Espacial” e a paraibana “Maria Magazine” foram indicadas pela organização e concorrem com outras 43 obras ao prêmio de melhor revista alternativa.
Apesar de outros quadrinhos nacionais terem sido selecionados no passado, o Brasil nunca levou o prêmio. Veteranos em indicações, os editores Henrique Magalhães e Sérgio Chaves afirmam que a qualidade das revistas brasileiras é a mesma das estrangeiras.
“As nossas melhores publicações independentes não ficam a dever a nenhuma das que são apresentadas em Angoulême. Atingimos um ponto de concepção e acabamento que nos permite estar no páreo sem vergonha”, diz Magalhães, responsável pela “Maria Magazine”.
Muito comuns no circuito alternativo antes da popularização da internet, as revistas migraram para o mundo on-line no fim dos anos 1990. A mudança ajudou a diminuir custos e superar obstáculos geográficos, mas os dois editores continuam a reconhecer a importância da veiculação em papel.
Responsável pela “Café Espacial” junto com a jornalista Lídia Basoli, Chaves acredita que papel e internet convergem para amplificar o alcance das revistas independentes.
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